AS MULHERES CHORAM EM CIMA DE LEITE DERRRAMADO...
As
traições dos homens...
PORQUÊ,
sim PORQUÊ?
PORQUÊ A TRAIÇÃO NÃO É TRAIÇÃO MAS APENAS SEQUÊNCIA DE FACTOS, de realidades incontornáveis...
Vamos então ver as coisas como elas são e não com as sonhamos ou pensamos que são...
A mulher, QUEM É A MULHER, em relação a esse homem no mundo, que mulher é a mulher sujeita como o homem às mesmas circunstâncias, sujeita como o homem as mesmas influências sócias económicas e outras...sem dúvida, mas afinal de contas…todas elas viradas contra si…pois ela é a “vítima”, ela é o sujeito-objecto de utilização em causa…o suporte desse sistema, desse machismo milenar, dessa prepotência masculina; a escrava do lar, a esposa fiel, a mãe dedicada, a fiel e submissa…amante… de nada…porque pouco ou nada sobra para ela. Mas a mulher habituou-se, sujeitou-se e rendeu-se há muito a todas essas circunstâncias. Ela nem percebe como está subjugada. Pois esta é a parte que lhe cabe no jogo/jugo social e psicológico da história da família e do mundo. Uma mulher explorada e violentada. Uma mulher passiva, submetida, entregue, que sacrificou a sua vida e o seu curso e fosse o que fosse que ainda podia ter, liberdade aparente porque o papá era liberal…ou distraído ou indiferente...para ter o Homem da sua vida...
Uma mulher que é forçada a abdicar da sua vida e individualidade para cumprir uma função social/sexual...
Portanto é esta mulher cativa e humilde que aceita tudo o que homem lhe impõe a que corresponde pois a esse homem-social, a esse perfil psicológico arcaico….arcaico? Não actual…
Mas eu ainda
não disse porque o homem afinal trai essa mulher que se dá e entrega sem mais,
que dá tudo e se renuncia a si mesma…
E não adivinham?
Pois então lá vai…a razão da traição do homem a esta mulher submissa e passiva que ele domesticou… é que este homem afinal que quer a mulher em casa e fechada…precisa das duas mulheres…ele precisa da santa e da puta…ele não se contenta com uma metade mulher…e ele quer assim…uma metade em casa fiel e a outra metade que lhe falta na “outra”…na eterna rival da santa…na rua no bordel ou no bar ou seja uma colega emancipada e moderna, mais livre que a sua tão querida e requintada esposa…
E aí está o quadro…a mulher dividida e fragmentada que não sabe de si que não se encontra nem se busca senão em função do homem do par e do amante ou mesmo do filho…essa mulher não é uma mulher inteira.
É ESSA MULHER PORTANTO QUE ESTÁ SUJEITA A TODAS AS TRAIÇÕES…E SABEM PORQUÊ?
Porque a sua maior traição é a si mesma, à sua essência…porque ela não se encontra como MULHER em si, e não é senão um ser dividido e repartido em duas, e em todas as situações da vida, em vez de se encontrar a si mesma, como ser individual, ela não faz mais do que se precipitar na busca do par, do homem, de forma a preenche esse vazio que é a falta de uma parte integrante de si mesma, a falta da sua outra mulher que ela odeia na outra…e que é a sua rival, mas não passa de um espelho…Porque assim foi educada para servir o homem…esvaziando-se de si…
Será que
existe tal coisa ou isso é só e apenas uma das consequência das relações de
dependência que a mulher tem e aceita do homem? A mulher quando casa, desde há
muitas gerações e a começar pela minha avó e a minha mãe NUNCA mudaram e sejam
o que forem os homens de hoje...modernos, cultos, evoluídos, espirituais ou mesmo femininos, muito compreensivos...etc., nunca
deixam de ser homens a não ser que virem gays... mas mesmo assim serão sempre
homens, serão sempre hemisfério masculino a funcionar e a rebaixar a mulher, a
tutelar a mulher, a prender a mulher a controlar
a mulher e por fim até a imitar a mulher, a querer ser mulher...e suprimir a
mulher como género... esta é uma formatação milenar do homem na sua forma de
ser e de pensar, e esta é a única forma da relação homem-mulher. Ela nunca
mudou. Não há outro modelo e eu vou-vos dizer porquê...
Um homem
que casa ou se apaixona por uma mulher tem todas as garantias e todas as leis,
história, arte, música e cultura, até publicidade a seu favor: a favor dessa forma
de pensar, que diga-se o que disser, nunca mudou ao longo dos anos e só meramente
na aparência e de forma muito, muito, mas muito superficial por vezes podemos
ficar com um ideia diferente de um homem...e dizermos... Ah! Este homem é
diferente. Mas não é. Porque essa não é a natureza das coisas...Aquilo que está
lá no fundo, que é o exemplo dos pais e irmãos e até das mães e a de todos os
machos da família, incluindo os amigo e amigos dos amigos, lhe deram explícita
ou implicitamente desde criança. O homem domina e a mulher submete-se. Mesmo
que a mãe tenha mandado lá em casa porque o pai era fraco…ele fará justiça a
esse pai…Um homem nunca larga as suas benesses nem o património que lhe foi
legado…
Agora queremos saber que mulher é essa face a este homem.
E aqui
temos então de olhar para a Mulher porque aquele é Sempre o Homem...E nem o
teu filho nem o teu pai será ou foi diferente...
PORQUÊ A TRAIÇÃO NÃO É TRAIÇÃO MAS APENAS SEQUÊNCIA DE FACTOS, de realidades incontornáveis...
Vamos então ver as coisas como elas são e não com as sonhamos ou pensamos que são...
A mulher, QUEM É A MULHER, em relação a esse homem no mundo, que mulher é a mulher sujeita como o homem às mesmas circunstâncias, sujeita como o homem as mesmas influências sócias económicas e outras...sem dúvida, mas afinal de contas…todas elas viradas contra si…pois ela é a “vítima”, ela é o sujeito-objecto de utilização em causa…o suporte desse sistema, desse machismo milenar, dessa prepotência masculina; a escrava do lar, a esposa fiel, a mãe dedicada, a fiel e submissa…amante… de nada…porque pouco ou nada sobra para ela. Mas a mulher habituou-se, sujeitou-se e rendeu-se há muito a todas essas circunstâncias. Ela nem percebe como está subjugada. Pois esta é a parte que lhe cabe no jogo/jugo social e psicológico da história da família e do mundo. Uma mulher explorada e violentada. Uma mulher passiva, submetida, entregue, que sacrificou a sua vida e o seu curso e fosse o que fosse que ainda podia ter, liberdade aparente porque o papá era liberal…ou distraído ou indiferente...para ter o Homem da sua vida...
Uma mulher que é forçada a abdicar da sua vida e individualidade para cumprir uma função social/sexual...
Portanto é esta mulher cativa e humilde que aceita tudo o que homem lhe impõe a que corresponde pois a esse homem-social, a esse perfil psicológico arcaico….arcaico? Não actual…
Não.
E não adivinham?
Pois então lá vai…a razão da traição do homem a esta mulher submissa e passiva que ele domesticou… é que este homem afinal que quer a mulher em casa e fechada…precisa das duas mulheres…ele precisa da santa e da puta…ele não se contenta com uma metade mulher…e ele quer assim…uma metade em casa fiel e a outra metade que lhe falta na “outra”…na eterna rival da santa…na rua no bordel ou no bar ou seja uma colega emancipada e moderna, mais livre que a sua tão querida e requintada esposa…
Ora aqui
temos a questão fundamental da traição…nenhum homem pode prescindir da MULHER
INTEIRA, mas como ele a dividiu há séculos…tem de ter as duas ou talvez três ou
quatro, depende do garanhão ou do simulacro impotente do dom Juan que não é
capaz obviamente de amar nenhuma…
Mas
voltemos a Mulher…
Porque a
mulher está cindida em duas, entre a Santa Maria e a M. Madalena, a prostituta arrependida,
(assim reza a bíblia) fragmentada em faces de Eva…ou já antes com os romanos e gregos
a mistura, as faces da deusa em Héstia ou aquela…nunca sendo completa, tantas
faces como a Lua tem a Mulher – mais uma desculpa para nunca ser inteira – e assim
o coitado do homem é óbvio que ele precisa mais de uma mulher: precisa da
mulher casta e da fatal…da mulher sexual, da Afrodite se a sua mulherzinha é
uma tímida Perséfone, raptada por Hades…ou uma Atena envolvida no seu sucesso
profissional que não tem tempo para ser uma senhora…na cama…
E aí está o quadro…a mulher dividida e fragmentada que não sabe de si que não se encontra nem se busca senão em função do homem do par e do amante ou mesmo do filho…essa mulher não é uma mulher inteira.
É ESSA MULHER PORTANTO QUE ESTÁ SUJEITA A TODAS AS TRAIÇÕES…E SABEM PORQUÊ?
Porque a sua maior traição é a si mesma, à sua essência…porque ela não se encontra como MULHER em si, e não é senão um ser dividido e repartido em duas, e em todas as situações da vida, em vez de se encontrar a si mesma, como ser individual, ela não faz mais do que se precipitar na busca do par, do homem, de forma a preenche esse vazio que é a falta de uma parte integrante de si mesma, a falta da sua outra mulher que ela odeia na outra…e que é a sua rival, mas não passa de um espelho…Porque assim foi educada para servir o homem…esvaziando-se de si…
Por tudo
isto É tempo, mais que não seja ainda pelo amor do homem, sim, e já nem falo do
seu amor por si, do respeito por si própria, que não tem nem nunca teve, que se
reveja então em qual é neste caso o inconveniente de não ser ela própria
inteira também; que veja como o não ser inteira ela mesma, reunindo em si essas
“duas”mulheres, (e não é na cuequinha vermelha que está a integração de Vénus,
nem na camisinha… de noite…), integradas a sua natureza instintiva e sexual e a
maternal afectiva, a prejudica; que veja como a continuar essa divisão de si lhe
trás esse prejuízo em relação ao homem… que afinal tem sido e é o centro do seu
interesse na vida. Sim, mais que não seja por isso…
E quando a
mulher se virar para si mesma, para dentro de si e verificar que o que lhe
falta é uma parte de si, que é a ela mesma que ela procura no homem e que
portanto não é no par que encontra a felicidade, mas sim que o que lhe falta de
facto é uma parte dela própria, então talvez um dia ela conheça e possa formar ou
educar um homem que não a traia…e lhe seja fiel para sempre como ela o é a SI MESMA!
rosaleonorpedro

10 comentários:
Aplaudindo em pé. Sou testemunha viva de suas palavras Rosa. Passei por esta iniciação..o "portal", entre aspas, da traição...e chorei ...chorei lágrimas de sangue...e depois de tanto chorar me olhei no espelho. Agradeci por ter me encontrado.
O casamento mudou de forma...virou um conviver em amizade e por pouco tempo.." a morte levou o que não era mais preciso".
Beijos...
Astrid Annabelle
Que bom tê-la como testumunha viva deste processo doloroso que tantas e tantas mulheres passam sem se aperceberem dos porquês...
Eu vivi-os pela minha mãe e aidna pela minha avó...talvez por isso consegui saltar a barreira e tornar-me no que sou, mas não sem conhecer o sofrimento de tantas traições inerentes aos processos da vida e do amor a dois neste enquadramente social e psicológico...Talvez menos porque estava preparada e alerta sempre...mas mesmo assim não fugi a tempo de uma ou duas situações similares...
grande abraço minha amiga.
rleonor
Olá Rosa.
Conseguiste colocar neste texto a grande lepra da humanidade legada a nós pelos "santos" patriarcas.
O homem inventou o machismo e a mulher adorou a ideia. Desde então vivemos uma vida de faz-de-conta nos relacionamentos, que chamamos amor romântico, mas que de amor não tem nada. No fundo é uma exploração mútua. O grande Carl Gustav Jung inventou a teoria de que o homem precisava de duas mulheres, a esposa/maternal e a amante/puta musa inspiradora, somente para justificar o fato de que ele tinha uma amante. Será que ele contou isto para a mulher dele? Será que a mulher dele também não tinha necessidade de ter um esposo/paternal e um amante para curtir?
Parabéns!
Joel
http://www.tarotantrico.blogspot.com
Obrigada Rosa!
Realmente fantástica a tua abordagem deste tema... e dá que pensar! Se dá...
Joel, eu não creio que "O grande Carl Gustav Jung inventou a teoria de que o homem precisava de duas mulheres, a esposa/maternal e a amante/puta musa inspiradora, somente para justificar o fato de que ele tinha uma amante"...mas ele constatou um facto, só não viu a razão do porquê que como sabe para mim tem a ver com a divisão da mulher nesses dois estereótipos...a educação da mulher desde menina faz-se na repressão do lado instintivo e sensual...e quase sempre tudo o que na mulher é emocional e sensitivo mais forte é cortado das regras sociais. essa mutilação da natureza da mulher -repressão - dá nessa duplicação da mulher, uma metade para cada lado...a senhora e a puta, assim, o grande Jung foi honesto o suficiente para se aperceber dos factos...e pouco mias...e claro que não disse nada a mulher...se calhar...uma santa...
grata por comentar
rl
Querida Ísis...este é só um ponto da questão...beijinhos e espero que estejas mais aliviada dessas tensões familiares. Eu vivi isso toda a vida...nada estranho portanto.
rl
Para refletir profundamente...
depois diga...
rl
Sim... estou! Fico pensativa em como algo que se dá como adquirido, pode desmoronar repentinamente como um baralho de cartas!
ISIS...
COMO tudo na vida um dia se desmorona, o casamento mais do que qualquer outra coisa, nos nossos dias, pode cair a qualquer momento. Não é como dantes em que as mulheres aguentavam tudo caladas e as mães lhes diziam que a vida era assim...e que elas não podiam fazer nada...e mesmo hoje ainda muitas mulheres ficam sujeitas aos maridos seja lá por que razão for...
Claro que o seu espanto é só porque ainda é muito nova...
grande beijinho
rleonor
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